terça-feira, 29 de maio de 2012

suprimam o opio, o Teatro...


“Nos nascemos podres no corpo e na alma, somos congenitamente inadaptados, suprimam o ópio, os senhores não suprimirão a necessidade do crime, os tumores do corpo e da alma, a propensão para o desespero, o cretinismo nato, a sífilis hereditária, a friabilidade dos instintos, não impedirão que haja almas destinadas ao veneno seja ele qual for, veneno da morfina, veneno da leitura, veneno do isolamento, veneno do onanismo, veneno dos coitos repetidos, veneno da fraqueza enraizada na alma, veneno do álcool, veneno do tabaco, veneno da anti-sociabilidade. Há almas incuráveis e perdidas para o resto da sociedade. Suprima-lhes um meio de loucura e elas inventarão dez mil outros. Elas criarão meios mais sutis, mais furiosos, meios absolutamente desesperados. A própria natureza é anti-social na alma, é apenas por uma usurpação de poderes que o corpo social organizado reage contra o declínio natural da humanidade”  (Antonin Artaud)


segunda-feira, 7 de maio de 2012

viver


Hoje entendo o que o meu corpo esta falando:

Minha estrutura, minha coluna quebrou, assim como minha vida...

quarta-feira, 2 de maio de 2012

pensamento


Por que a solidão vem habitar meus pensamentos?
Hoje a melancolia tomou conta das vertebras
Dor ao respirar.
Hoje finalmente, consegui ler sua mensagem, sua poesia, sua futura publicação.
Minha respiração cavou um lugar tão escuro que não sei se vou retornar
Preciso continuar viva, Viva.
O que é estar viva, quem eu sou?
Assusto-me quando olho esse buraco, turvo e amargo.
Socorro, esse desafio de ser, estar, como preciso de um colo agora.
Amargo desejo de morte, sem vitória.
Pupila roxa, sangue na garganta.
Tenebroso momento da vida,  preciso voar em busca do outro lado, me entreguarei a montanha de Nietzsche para busca o além.
Equilíbrio se é que me resta.
Caminharei nos campos do fim.
 Acordarei dessa loucura Dionisíaca. Que me transtorna, agredi, ofendi, cospe e pune.
Apolo me acorde e me traga sopa, me traga luz, e peça para que Zeus me deixe ser mãe.
Me deixe ou no fogo de Hades em breve dormirei.

domingo, 22 de abril de 2012

viver




Hoje tenho que conviver com um dor, uma solidão que trava minha garganta, uma solidão, um ar, um inspirar de morte, um medo que parece que estou embaixo da terra , um tumulo vazio.
Eu amadureço, respiro, faço terapia, teatro, vivo cada dia tentando estar.
Tenho pensado muito, e acho que chegou o momento de transformar minha vida.
Ter uma nova profissão, algo que me deixe mais tranquila, serena e sem tanto medo.
Quando eu tinha 17 anos queria muito estudar medicina, depois de assistir Bob Wilson, não consegui parar de pensar nisso.
Eu sempre quis ser uma grande atriz , hoje quero ser a Elisabeth de Carvalho, apenas uma pequena atriz,  ter  amigos, fazer minhas peças, ser sincera,  frágil e não uma vitima, porque eu tenho um medo gigante de viver, e ser.
Eu magoei uma pessoa que amo, porque não podia mais ficar casada com ele, ele chorou, eu chorei, ele sofreu,  eu sofri.
Hoje ele esta apaixonado por uma mulher incrível chamada Patrícia, fico tão feliz de ver o sorriso em seus lábios, porque esse homem foi o amor da minha vida alguém com quem tive dois filhos e que hoje apesar de tudo gostaria que fosse meu amigo. Tínhamos 20 anos quando nos casamos e sobrevivemos há 10 anos.  O que importa é o que vivemos que foi magico e a felicidade que a vida me deu meus 2 filhos lindos.
Às vezes o amor acaba, ou somos imaturos, mas é uma pena quando nos esquecemos, porque foi que nos apaixonamos por essas pessoas. Se lembrássemos, teríamos mais respeitos por elas, mesmo quando elas cometem erros.
Hoje vi pessoas que se apaixonaram e que são amigos, fiquei admirada e feliz, eu também gostaria de ter isso.

Pessoas que eu magoei me perdoem sou alguém que também erra. As que me magoaram, falaram mal, me humilharam, mesmo depois de eu ter dedicado minha vida a elas, tudo tem seu tempo e cura.
 Esta doendo, estou triste porem espero o tempo passar, não sou dona da verdade, e nem perfeita, sou apenas a Elisabeth.


São Paulo Surrealista em cartaz no Madame Satã, Rua Consellheiro Ramalho, 873 sex e sab 21h










sexta-feira, 20 de abril de 2012

Angelica III


Angélica estava em uma Oficina Cultural dando aula para 60 pessoas. Um barulho de ferragem de uma obra ao lado ensurdecedor.  Os alunos eram agressivos. Então ela começou a gritar e parou de dar aula.

Agora ela estava em uma espécie de cemitério onde iria fazer seu espetáculo teatral. O lugar onde ela deixava seus figurinos tinha um jardineiro plantando flores rosas , delicadas como orquídeas. Então ele disse você não pode mais deixar seus figurinos aqui.

Angélica, sem discutir retirou tudo e colocou dentro de um tumulo, do lado de fora abriu uma tabua de passar roupa ligou um ferro e passou com muito cuidado, depois que o ferro já estava quente ela perguntou: essa tomada é 110, mas ai percebeu que sim ,porque o ferro estava  ligado.

Agora dentro do tumulo, tentando não molhar o figurino espalhou delicadamente pelo chão molhado, e colocou uma manequim feminina nua ao lado.

De repente estava cheio de manequins vestidos com roupas extravagantes eram cínicos, irônicos e cruéis e queriam machucar a manequim. Angélica implorou que sua manequim era ainda uma menina frágil, e ela não resistiria a violência. Angélica implorou pela vida da manequim.



 Abriu as duas portas para entrar luz, então o coveiro disse feche a porta porque os coveiros punks vão machucar você.

Depois seguiu para casa de um amigo Renato , que não a recebeu sua secretaria Lurdes disse ele esta tomando jarras de chá , para tentar continuar vivo.

Angélica acordou

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Interno... eu

Afirmação incondicional da vida!
É melhor aceitar a vida como ela é.
Sem recortes com tudo de trágico e doloroso, sem selecionar
o “Belo”
Aceitar o que a vida nos apresenta, isso não é um
conformismo, seria se vc não visse como parte dessa situação.


Hoje me lembrei de Edipo Rei...

O destino é acima de tudo parte da sua vida. E não uma
fatalidade, onde nos encontramos na situação de vitima.
Fazemos-nos parte de um todo, qualquer que seja a atitude,
ela altera o todo. Também somos a causa.