segunda-feira, 25 de julho de 2011
segunda-feira, 4 de julho de 2011
Réplica: Peça "Joana d'Arc" reafirma o Bom, o Belo e o Verdadeiro
"Schiller despreza a história para pintar um quadro em que a morte da heroína, antes de um castigo, torna-se uma redentora graça", afirma o crítico da Folha Luiz Fernando Ramos no texto "Montagem ousada de Schiller enfrenta problemas ao mirar no romantismo"(Ilustrada, 23/6), sobre "Joana d'Arc -A Virgem de Orleans".
"Surrealismo, Rebelião, Expressão e Criação"
Museu da Língua Portuguesa promove oficina
sobre Surrealismo com a Cia. Teatro do Incêndio
“Surrealismo: Rebelião, Expressão e Criação”
é o título da oficina que será ministrada por Cláudio Willer
O Museu da Língua Portuguesa, instituição da Secretaria de Estado da Cultura, em parceria com a Cia. Teatro do Incêndio, promove de 10 de agosto a 26 de outubro a oficina“Surrealismo: Rebelião, Expressão e Criação”, ministrada por Cláudio Willer às quartas-feiras, das 14h às 17h.
Os encontros com o tradutor, poeta e ensaísta fazem parte da programação do projeto“São Paulo: Cidade Surrealista”, contemplado pelo Fomento ao Teatro e abre a primeira atividade pública de sua pesquisa para 40 interessados em acompanhar o início de seu processo.
A finalidade de “Surrealismo: Rebelião, Expressão e Criação” é estimular a capacidade de criação e leitura dos participantes, além de ampliar a sensibilidade e o conhecimento.
O curso terá 12 aulas, com a frequência de uma por semana e três horas de duração cada. Serão desenvolvidos três tipos de atividade: aulas expositivas; seminários, expondo pesquisas e leituras; práticas de criação, além de leituras recomendadas.
Claudio Jorge Willer
Doutor em Letras pela USP (DLCV-FFLCH, Estudos Comparados de Literaturas de Língua Portuguesa), com "Um Obscuro Encanto: Gnose, Gnosticismo e a Poesia Moderna", em março de 2008. Pós-doutorando com o tema "Religiões Estranhas", Esoterismo e Poesia na USP (DTLLC-FFLCH) a partir de novembro de 2008. Poeta, ensaísta e tradutor, com vários títulos publicados.
Atuação: na área de Letras e como escritor, ministrando cursos, conferências e oficinas literárias, com ênfase em Literatura Comparada, criação literária e estímulo à leitura, tratando dos seguintes temas: surrealismo, geração beat, poesia contemporânea, hermetismo, misticismo, gnose e gnosticismo. Bacharel em Psicologia pela USP (1966) e em Ciências Sociais e Políticas pela Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (1963). Currículo resumido e outras informações no blog http://claudiowiller.wordpress.com/
A Cia. Teatro do Incêndio
O grupo, formado em 2000, atua sempre buscando estabelecer um padrão de dramaturgia que, ao mesmo tempo, fuja das propostas simplesmente comerciais que visam ao lucro e sucesso, mas também possibilite o acesso e o entendimento desse padrão para qualquer tipo de público.
Sua primeira montagem foi “Os Cenci” de Antonin Artaud, rebatizado de “Beatriz Cenci”, realizada no ano de sua fundação na Funarte. A partir de “Beatriz Cenci” seguiram-se os espetáculos “Anjos de Guarda”, de Zeno Wilde, “Odile”, de Marcelo Marcus Fonseca, “A Boa Alma de Setsuan”, Bertolt Brecht,“Todos os Homens Notáveis” de Marcelo Marcus Fonseca, “La Ronde” de Arthur Schnitzler, “Na Selva das Cidades”, de Bertolt Brecht e “Joana d’Arc – A Virgem de Orleans”, de Friedricht Von Schiller. Informações adicionais:www.teatrodoincendio.com.br
Serviço
“Surrealismo: Rebelião, Expressão e Criação”
Oficina com Cláudio Willer
De 10 de agosto a 26 de outubro, das 14h as 17h
Vagas: 40
Forma de Seleção: Carta de Interesse
Museu da Língua Portuguesa
Praça da Luz, s/nº, Centro
Tel.: (11) 3326-0775
Entrada franca para as atividades
www.museudalinguaportuguesa.org.br
Visita ao Museu
Ingresso: R$ 6,00 (pagamento somente em dinheiro).
Estudantes com carteira de estudante do ano e documento de identidade pagam meia-entrada. Crianças com até 10 anos e idosos a partir de 60 anos não pagam ingresso, bem como professores da rede pública.
Poiesis – Organização Social de Cultura
Assessoria de Comunicação
Dirceu Rodrigues: 3331-4976
Fernanda Galib: 3227-0341
Assessoria de Imprensa - Secretaria de Estado da Cultura
Ciro Bonilha: (11) 2627-8166
Karine Serezuella: (11) 2627-8243
terça-feira, 7 de junho de 2011
terça-feira, 31 de maio de 2011
terça-feira, 3 de maio de 2011
Estreia Joana d'Arc









“Joana d’Arc” - a Virgem de Orleans
Cia. Teatro do Incêndio estreia “Joana d’Arc”, texto inédito de Schiller em
língua portuguesa, sobre a crença, a guerra e a igualdade, no Bibi Ferreira.
A Cia. Teatro do Incêndio apresenta, a partir de 18 de maio (quarta-feira, às 21 horas) a história de “Joana d’Arc”, a guerreira herética tornada santa e mito, que há séculos atrai e fascina multidões. O texto do alemão Friedrich Von Schiller, de 1801, foi traduzido por Mario Vitor Santos especialmente para esta encenação, cuja direção leva a assinatura de Marcelo Marcus Fonseca.
A peça traz uma visão particular da trajetória da heroína francesa, cognominada de a “Virgem deOrleans”, que foi acusada, julgada e queimada viva por heresia: na obra de Schiller, ela é perdoada em vida e tem uma morte gloriosa no campo de batalha. A obra é um dos maiores sucessos de Schiller como dramaturgo, projetando o autor definitivamente como um dos maiores expoentes do Romantismo alemão. Nela, o autor recria poeticamente a história para fazer uma reflexão sobre guerra, paz, a fé e o amor. Ao concluir a obra, Schiller a enviou a Goethe e este lhe escreveu: “Devolvo-lhe a obra com meu agradecimento; é tão bela e tão boa, que não tenho com que compará-la.”
A montagem do grupo para a saga romântica da camponesa semiletrada que libertou a França reúne 20 atores em cena e uma trupe de renomados profissionais do teatro brasileiro. A atriz Liz Reis interpreta a protagonista transitando entre a pureza, a dúvida amorosa e a vingança, os traços da humanidade da Joana D’Arc de Schiller. “Não se trata de representar, mas de aceitar Joana em mim”, diz a atriz, que dirige a companhia ao lado do encenador.
Schiller faz uso do mito de Joana d’Arc para discutir ética, igualdade, intolerância e para subverter as ideias sobre o feminino. O autor se apoia na filosofia de Kant, cujo pensamento é a reafirmação “do bom, do belo e do verdadeiro”, na arte e no homem. Nesta montagem, a narrativa assume múltiplos significados. Assim, dialeticamente é construída uma crítica ao cinismo, à mentira e à destruição do homem pelo homem, que ecoa até os tempos atuais. “A peça discute a crença, não a fé, mas o acreditar nas coisas, que elas podem dar certo, algo tão banalizado nos dias de hoje”, completa o diretor Marcelo Marcus Fonseca.
O diálogo, ao longo de cenas rápidas, é preciso e tem o sentido de crítica aos valores sociais e morais, à desigualdade, transcendendo os limites do Romantismo vigente à época do autor.
Na versão do Teatro do Incêndio para a peça, o simbólico e o visual se fundem ao tom trágico do autor. O intuito é emocionar o espectador, pela palavra e pelo prazer da apreciação do épico de Joana d’Arc, numa montagem que apresenta ainda momentos de humor dentro da trama épica. Na fala dos atores, o “vós” e o “tu”, tão comum nas traduções dos textos clássicos, foram substituídos pelo “você” (tratamento coloquial também presente no texto de Schiller), aproximando a fala do espectador de hoje, sem empobrecer a linguagem, sem que isso enfraqueça o estilo romântico nem negue as características medievais.
O grande elenco multiplica-se nos diversos personagens, na execução de instrumentos musicais e no coro para, como diz o diretor, alcançar os objetivos da montagem: “Manter o espectador constantemente surpreso, renovando sua relação com a cena a cada fato novo apresentado no espetáculo”.
Sinopse: A peça retrata a vida de Joana d´Arc, dos rituais de infância diante da Arvore das Fadas à libertação da França e sua morte simbólica em campo de batalha.
Ficha técnica
Texto: Friedrich Von Schiller
Direção geral: Marcelo Marcus Fonseca
Iluminação: Davi de Brito e Vânia Jaconis
Figurinos: Liz Reis e André Latorre
Trilha sonora: Marcelo Marcus Fonseca e Thiago Molfi
Preparação corporal: Liz Reis
Adereços: André Latorre e Beto Silveira
Maquiagem: Robson Monteiro
Fotos: Lenise Pinheiro
Assessoria de luta: Tarcísio Lakatos e Sérgio Uberti
Tradução: Mario Vitor Santos
Direção de produção: Liz Reis
Produção executiva: Cia. Teatro do Incêndio
Publicitário: Giuliano Henrique de Carvalho
Elenco
Liz Reis, André Latorre, Wanderley Martins, Luis de Tolledo, Marcelo Marcus Fonseca, ThiagoMolfi, Urias Garcia, David Guimarães, Cláudio José, Sonia Molfi, João Sant’Ana, Caio Blanco, Giulia Lancellotti, Robson Monteiro, Marcus Fernandes, Talita Righini, Paulo Solar, Louis Caetano, Vander Lins e Eraldo Junior.
Serviço
Espetáculo: “Joana d’Arc”
Estréia: 18 de maio – quarta-feira – às 21 horas
Local: Teatro Bibi Ferreira
Av. Brigadeiro Luiz Antonio, 931 – Tel: 3105-3129
Temporada: quartas e quintas - às 21 horas – Até 4 de agosto
Ingressos: R$ 50,00 – Gênero: drama – Duração 150 min - Lotação: 312 lugares
Classificação etária: 12 anos - Bilheteria: 3ª e 4ª (15h – 19h), 5ª (15h – 21h), 6ª (16h – 00h), Sab. (14h - 00h) e dom. (14h às 20h). Ingressos antecipado: www.ingresso.com (3105-3129)
Estacionamento: conveniado (R$ 10,00) - Acesso universal – Ar condicionado
Site/teatro: www.teatrobibiferreira.com.br - Site/grupo: www.teatrodoincendio.com.br
Assessoria de imprensa: VERBENA COMUNICAÇÃO
Tel: (11) 3079-4915 / 9373-0181- verbena@verbena.com.br



