terça-feira, 7 de junho de 2011
terça-feira, 31 de maio de 2011
terça-feira, 3 de maio de 2011
Estreia Joana d'Arc









“Joana d’Arc” - a Virgem de Orleans
Cia. Teatro do Incêndio estreia “Joana d’Arc”, texto inédito de Schiller em
língua portuguesa, sobre a crença, a guerra e a igualdade, no Bibi Ferreira.
A Cia. Teatro do Incêndio apresenta, a partir de 18 de maio (quarta-feira, às 21 horas) a história de “Joana d’Arc”, a guerreira herética tornada santa e mito, que há séculos atrai e fascina multidões. O texto do alemão Friedrich Von Schiller, de 1801, foi traduzido por Mario Vitor Santos especialmente para esta encenação, cuja direção leva a assinatura de Marcelo Marcus Fonseca.
A peça traz uma visão particular da trajetória da heroína francesa, cognominada de a “Virgem deOrleans”, que foi acusada, julgada e queimada viva por heresia: na obra de Schiller, ela é perdoada em vida e tem uma morte gloriosa no campo de batalha. A obra é um dos maiores sucessos de Schiller como dramaturgo, projetando o autor definitivamente como um dos maiores expoentes do Romantismo alemão. Nela, o autor recria poeticamente a história para fazer uma reflexão sobre guerra, paz, a fé e o amor. Ao concluir a obra, Schiller a enviou a Goethe e este lhe escreveu: “Devolvo-lhe a obra com meu agradecimento; é tão bela e tão boa, que não tenho com que compará-la.”
A montagem do grupo para a saga romântica da camponesa semiletrada que libertou a França reúne 20 atores em cena e uma trupe de renomados profissionais do teatro brasileiro. A atriz Liz Reis interpreta a protagonista transitando entre a pureza, a dúvida amorosa e a vingança, os traços da humanidade da Joana D’Arc de Schiller. “Não se trata de representar, mas de aceitar Joana em mim”, diz a atriz, que dirige a companhia ao lado do encenador.
Schiller faz uso do mito de Joana d’Arc para discutir ética, igualdade, intolerância e para subverter as ideias sobre o feminino. O autor se apoia na filosofia de Kant, cujo pensamento é a reafirmação “do bom, do belo e do verdadeiro”, na arte e no homem. Nesta montagem, a narrativa assume múltiplos significados. Assim, dialeticamente é construída uma crítica ao cinismo, à mentira e à destruição do homem pelo homem, que ecoa até os tempos atuais. “A peça discute a crença, não a fé, mas o acreditar nas coisas, que elas podem dar certo, algo tão banalizado nos dias de hoje”, completa o diretor Marcelo Marcus Fonseca.
O diálogo, ao longo de cenas rápidas, é preciso e tem o sentido de crítica aos valores sociais e morais, à desigualdade, transcendendo os limites do Romantismo vigente à época do autor.
Na versão do Teatro do Incêndio para a peça, o simbólico e o visual se fundem ao tom trágico do autor. O intuito é emocionar o espectador, pela palavra e pelo prazer da apreciação do épico de Joana d’Arc, numa montagem que apresenta ainda momentos de humor dentro da trama épica. Na fala dos atores, o “vós” e o “tu”, tão comum nas traduções dos textos clássicos, foram substituídos pelo “você” (tratamento coloquial também presente no texto de Schiller), aproximando a fala do espectador de hoje, sem empobrecer a linguagem, sem que isso enfraqueça o estilo romântico nem negue as características medievais.
O grande elenco multiplica-se nos diversos personagens, na execução de instrumentos musicais e no coro para, como diz o diretor, alcançar os objetivos da montagem: “Manter o espectador constantemente surpreso, renovando sua relação com a cena a cada fato novo apresentado no espetáculo”.
Sinopse: A peça retrata a vida de Joana d´Arc, dos rituais de infância diante da Arvore das Fadas à libertação da França e sua morte simbólica em campo de batalha.
Ficha técnica
Texto: Friedrich Von Schiller
Direção geral: Marcelo Marcus Fonseca
Iluminação: Davi de Brito e Vânia Jaconis
Figurinos: Liz Reis e André Latorre
Trilha sonora: Marcelo Marcus Fonseca e Thiago Molfi
Preparação corporal: Liz Reis
Adereços: André Latorre e Beto Silveira
Maquiagem: Robson Monteiro
Fotos: Lenise Pinheiro
Assessoria de luta: Tarcísio Lakatos e Sérgio Uberti
Tradução: Mario Vitor Santos
Direção de produção: Liz Reis
Produção executiva: Cia. Teatro do Incêndio
Publicitário: Giuliano Henrique de Carvalho
Elenco
Liz Reis, André Latorre, Wanderley Martins, Luis de Tolledo, Marcelo Marcus Fonseca, ThiagoMolfi, Urias Garcia, David Guimarães, Cláudio José, Sonia Molfi, João Sant’Ana, Caio Blanco, Giulia Lancellotti, Robson Monteiro, Marcus Fernandes, Talita Righini, Paulo Solar, Louis Caetano, Vander Lins e Eraldo Junior.
Serviço
Espetáculo: “Joana d’Arc”
Estréia: 18 de maio – quarta-feira – às 21 horas
Local: Teatro Bibi Ferreira
Av. Brigadeiro Luiz Antonio, 931 – Tel: 3105-3129
Temporada: quartas e quintas - às 21 horas – Até 4 de agosto
Ingressos: R$ 50,00 – Gênero: drama – Duração 150 min - Lotação: 312 lugares
Classificação etária: 12 anos - Bilheteria: 3ª e 4ª (15h – 19h), 5ª (15h – 21h), 6ª (16h – 00h), Sab. (14h - 00h) e dom. (14h às 20h). Ingressos antecipado: www.ingresso.com (3105-3129)
Estacionamento: conveniado (R$ 10,00) - Acesso universal – Ar condicionado
Site/teatro: www.teatrobibiferreira.com.br - Site/grupo: www.teatrodoincendio.com.br
Assessoria de imprensa: VERBENA COMUNICAÇÃO
Tel: (11) 3079-4915 / 9373-0181- verbena@verbena.com.br
quarta-feira, 2 de março de 2011
O Terceiro Sinal

A temporada em São Paulo infelizmente eu não consegui assistir, ai lendo o jornal vi a programação do SESC Santo André e me lembrei das palavras de Mario Vitor Santos, “você tem que ver a peça e atuação de Bete Coelho”. Então coloquei os pimpolhos no carro e segui rumo à casa do meu irmão que mora em São Bernardo e deixei as crianças lá e fui ao teatro.
O texto de Otavio Frias Filho é um texto de um não ator vivendo o interno de um “ator artista” na sua mais pura essência. Ele através de suas angustia para entra em cena na montagem, “Boca de Ouro”, de Nelson Rodrigues, no teatro oficina com direção do mestre Zé Celso, nos relata através de seu texto a alma e os verdadeiros motivos que levam um artista entrar em cena.
A peça começa. Bete Coelho inteira e sozinha no palco. O publico é bem burguês. Escuto gente falando sem respeito nenhum: “ela já fez globo, mas eu não me lembro dela”, “parece um homem”, bom o publico é tão desinformado, que não sabe nem o que vai assistir. Sim, ela parece um homem, o Otavio Frias, personagem que ela faz na peça.
Bete Coelho é de um talento tão grande que me impressiona a cada verbo, substantivo, verdade, pausa, olhar.
Não consigo pensar o que aquele texto significou para o publico leigo, ouvindo “Stanislavisk”, “as imitações gestuais de Zé Celso”, só sei dizer que peguei aquele barco e naveguei com tanto prazer que me fez pensar o quão belo é ser um ator. Esse prazer dos palcos e suas angustias, essas vivencia de nos doarmos aos nossos personagens, não existe nada no mundo que me complete mais.
Merda Bete Coelho, parabéns Otavio Frias, foi um prazer estar ali.
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
Meu choro mudo, que se transforma em Luta!
Sabe o que é você se dedicar um ano de sua vida a um projeto? Para muitos pode parecer um tormento se tratando de teatro e de tempos que as peças virão Fast Food, porém para o teatro do Incêndio, essa é a nossa regra. O prazer esta no aprender e descobrir, transgredir e não no aplauso. O apoio financeiro até agora foi simbólico para a grandiosidade e necessidade do projeto, porém não será isso que nos fará desistir. Isso nunca, nunca irá acontecer ao invés disso, você verá o Teatro do Incêndio, seja na praça, seja lá onde for concretizando sua obra. Fazer teatro, experimentar é um grande privilegio do artista, este não tem porque reclamar. Ser artista no Brasil não é fácil, hoje eu fraquejei, chorei, senti um nó tão grande na minha garganta que achei que não iria suportar tamanha dor que se instalou ali, mas 20 minutos depois, respirei fundo é pensei não é hora para isso senhora Liz você venceu até aqui, ao lado de 22 guerreiros, que não se perderam como alguns que por problemas pessoais desistiram. Não, somos fortes, guerreiros, companheiros e nos apoiamos. Ouvir que o Solar e o David vão construir a carroça, Thiago que pegou a baqueta e assumiu a liderança em um momento tão delicado que foi essa semana para nós, André vai me ajudar no figurino, Sônia faria qualquer coisa pelo Teatro do Incêndio, Luiz Amorim dizer estou aqui porque o trabalho de vocês tem uma energia que não existe mais, e isso é Maravilhoso. Ver o Marcelo se desdobrando para dirigir com todas as dificuldades, e sempre acreditando e indo em frente e todos os outros que não citei aqui, mas que merecem meu respeito pela sua dedicação.
Meu choro mudo se transformar em luta, por um teatro justo e para todos!
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
O Balanço 2010
Obrigada incêndiarios, irmãos, tios, pai, mãe e amigos obrigada e Feliz Natal e Feliz Ano Novo. É isso: eu só tenho que agradecer pois aprendi depois de muitas perdas e medos a querer viver Feliz.




