quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Teatro do Incêndio realiza atividades públicas em ocupação cênica na oficina cultural Oswald de Andrade.

Como parte do projeto de ocupação cênica da Oficina Cultural Oswald de Andrade, a Cia. Teatro do Incêndio abre seu processo de trabalho de pesquisa sobre a obra de Friedrich Schiller com palestras, oficinas, ensaio aberto e leituras públicas.As atividades fazem parte do projeto “Joana d´Arc”, novo espetáculo do grupo com estreia prevista para o início de 2011.Fazem parte da programação palestras sobre Joana d´Arc na obra de Schiller e o processo de criação do grupo, ministradas por Mario Vitor Santos, diretor da Casa do Saber e Marcelo Marcus Fonseca, diretor do Teatro do Incêndio e oficinas de Interpretação, Música para Teatro, máscaras e adereços e a “minioficina” Teatro Educação, a Formação de Público na Escola, ministradas pelos integrantes do grupo, Liz Reis, João Urbílio, Wanderley Mantins, Ivon Mendes e Záira B. Alves. Paralelamente acontecerá uma curta temporada da peça “Lição de Botânica”, de Machado de Assis, projeto de formação de público da Cia. e ensaio aberto do espetáculo “Joana d´Arc”, de Schiller.A Cia, Teatro do Incêndio completa 10 anos em 2010 e conta com o apoio da Oficina Cultural Oswald de Andrade para a realização de seu trabalho de pesquisa, dividindo seu método de treinamento com interessados que podem se inscrever para as oficinas, debates e ensaios obra resultante desse período de trabalho. Para conhecer melhor o histórico do grupo visite o site http://www.teatrodoincendio.com.br/A programação completa, com dias e horários pode ser conferida no site do grupo ou na Oficina Cultural Oswald de Andrade que fica no Bom Retiro na Rua Três Rios, 363, ao lado do metrô Tiradentes



De 9/11 a 30/11 às 19 h. Terças-feiras.
- Ciclo de Leituras Públicas:
HENRIQUE VI, de Shakespeare (Trecho);
Elenco: Cia Teatro do Incêndio
JOANA D´ARC ENTRE AS CHAMAS, de Paul Claudel;
Elenco: Cia Teatro do Incêndio
SANTA JOANA, de Bernard Shaw;
Elenco: Cia Teatro do Incêndio
AS VISÕES DE SIMONE MACHARD, de Bertolt Brecht
Elenco: Cia Teatro do Incêndio
- Palestras e debates com Mario Vitor Santos (diretor da Casa do Saber), Marcelo Marcus Fonseca (diretor do Teatro do Incêndio) e convidados especiais.
Dias : 7/12 e 14/12 às 19 h
OFICINAS:
OFICINA DE MÁSCARAS E ADEREÇOS, coordenação de Ivon Mendes
Na oficina cada aluno irá produzir ao menos três máscaras; uma máscara neutra e duas expressivas; usando técnicas de papelagem, a partir de moldes de gesso e argila. Vários adereços serão produzidos por grupos de alunos de acordo com a técnica proposta. As máscaras e os adereços confeccionados na oficina serão usados na produção do espetáculo “Joana d’Arc, A Donzela de Orleans”. O professor, mascareiro e aderecista Ivon Mendes coordenará toda a criação, sob a orientação do diretor do espetáculo Marcelo Marcus Fonseca.
Além de experimentar a prática da produção das peças para a montagem deste espetáculo, os participantes também irão conhecer outras diversas técnicas de confecção de máscaras e adereços teatrais; e assim descobrir um universo de possibilidades que poderá ser pesquisado e explorado tecnicamente e esteticamente.
Objetivo:
O objetivo é apresentar uma oficina que dê aos alunos condições de:
-Reconhecer a relação das máscaras e dos adereços com a interpretação, a caracterização dos personagens e a concepção estética de um espetáculo.
-Conhecer quais os materiais e como estes são utilizados na produção das máscaras e adereços teatrais.
-Descobrir as possibilidades e funções das máscaras e dos adereços no teatro.

Vagas: 15
De: 19/10 a 14/12

OFICINA DE INTERPRETAÇÃO
Coordenação de Liz Reis
Com enfoque no aprimoramento da expressão corporal/vocal e na interpretação de texto, visando desenvolver as habilidades técnicas do ator/aluno, expandindo seu repertório. Com base em exercícios realizados pelo próprio grupo e estudos de teorias de Bertolt Brecht e Antonin Artaud, o objetivo é propiciar um material rico em referências, dividindo com os participantes nossos métodos para composição cênica do ator, agregando ao final do período de estudos, os que demonstrarem interesse em participar do trabalho de pesquisa do grupo, mas qualidade artística para isso.
Vagas: 15
Quartas feiras de 13/10 a 1 /12
Das 14 as 16:30 h
OFICINA DE MUSICA E CANTO DE CENA, coordenação João Urbílio
Música e Som no Teatro
Ao longo da oficina, serão selecionados textos que serão estudados de forma rotativa, na qual os atores/alunos se revezarão na experimentação cênico-musical para expor o enredo com definições claras de foco, conteúdo, ritmo e partitura. O canto (ou a palavra cantada) fará parte do programa, explicitando a diferença do cantor para o ator-cantor, aquele que diz o texto acima da melodia.
Vagas: 15
Segundas das 16 às 20 H
De 18/10 a 6/12
Workshop: Música de cena em Brecht : Wanderley Martins
25/10 e 29/11
Vagas 20
Das 19 às 21h
AULA ABERTA:TEATRO-EDUCAÇÃO, A FORMAÇÃO DE PÚBLICO NA ESCOLA. Público-alvo: professores de todos os níveis de ensino, de todos os componentes curriculares, de escolas públicas ou privadas, e estudantes universitários de cursos de licenciatura em qualquer disciplina. Descrição geral do curso e objetivos: Vivência de propostas que desenvolvam o Ver, Ler e Fazer (escrever, interpretar, encenar...) Teatro, que possam ser trabalhadas com os alunos na escola. Ou seja:- Assistir a um espetáculo indicado e realizar atividades que explorem a capacidade de atenção, observação, compreensão, interpretação e fruição do espectador crítico de Teatro. - Ler o texto dramático correspondente e realizar atividades que explorem a capacidade de atenção, observação, compreensão, interpretação e fruição do leitor crítico do gênero dramático. - Improvisar cenicamente a partir de situação extraída da peça lida e/ou vista.- Escrever um texto dramático breve (cena), com base nesse improviso.- Esboçar uma encenação a partir do texto e apresentá-la.- Identificar, em cada uma das etapas, a viabilização, adequação e objetivos das atividades para cada nível de ensino e cada componente curricular.
- Dia e horário: sábado, manhã, das 10h às 13h e à tarde: das 14 às 18h (7horas)
- Datas:
1ª oficina: 13 de novembro
2º oficina: 04 de novembro
3ª oficina: 11 de dezembro
- Nº de vagas: quinze (15) para cada oficina.
Critérios de inscrição: primeiros inscritos com comprovante: professores e/ou estudantes de cursos de licenciatura. Cada inscrito escolhe um (1) dos dias indicados. - Critérios de seleção (1ª etapa da Oficina, no próprio dia: itens 1 e 2 abaixo):
1- a- Assistência ao espetáculo Lição de Botânica, de Machado de Assis. (em cartaz na Oswald: sábados, às 20h, de 30/10 a 20/11 ). E/OU 1- b- Leitura de Panos de Lendas, de Vladimir Capella e José Geraldo Rocha (Letras e Letras / 3105-3269/3105- 2206) e assistência ao espetáculo correspondente: Teatro Juca Chaves - Rua João Cachoeira, 899, 1º piso, Itaim Bibi - Supermercado Extra 11 3073-0044 / 3168-2015, sábados, 16 horas, até 29/11. 2- Leitura de Lição de Botânica, de Machado de Assiswww.biblio.com.br/.../MachadodeAssis/mlicaodebotanica.htm /

30 /10,6,13,27/11 - Sábados às 20 h
- Curta temporada de “Lição de Botânica” de Machado de Assis.

10/12

ENSAIO ABERTO JOANA D´ARC.


Serviço:
“Ocupação Cênica do Teatro do Incêndio”
Oficina Cultural Oswald de Andrade
Rua Três Rios, 363 – Bom Retiro – Metrô Tiradentes
Informações: 3221 4704
De 4 de outubro a 19 de dezembro
Inscrições a partir de 4 de outubro

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Caros Artistas, é preciso combater!

Existe sempre uma grande demanda por novas mediocridades. Em todas as gerações, o gosto menos desenvolvido tem o maior apetite." (Paul Gauguin)

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Felicidade

Poesia Felicidade Fernando Pessoa

Não se acostume com o que não o faz feliz, revolte-se quando julgar necessário. Alague seu coração de esperanças, mas não deixe que ele se afogue nelas.

Se achar que precisa voltar, volte!
Se perceber que precisa seguir, siga!
Se estiver tudo errado, comece novamente.
Se estiver tudo certo, continue.
Se sentir saudades, mate-a.
Se perder um amor, não se perca!
Se o achar, segure-o!

(Fernando Pessoa)

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Teatro do Incêndio versus Núcleo Artístico


Sinto-me como uma árvore nos seus primeiros anos de vida. Com uma fragilidade exposta, necessito do adubo constante, mas em doses homeopáticas. O excesso também pode me matar.
O individuo é responsável pela sua busca sua auto-produção e auto-conservação.
Através do teatro, especificamente o teatro de grupo, “teatro do Incêndio”, estou em busca do Maior que esta fora do meu EU.
O teatro do incêndio, busca sua distinção “relevo”, o núcleo artístico é responsável pelo seu desenvolvimento.
As regras e disciplina impostas pela sociedade servem muitas vezes para limitar a evolução da humanidade.
O individuo desde o momento que nasce ele é enquadrado em um molde de disciplina. A pergunta é o individuo quer cumpri-las? No meu ponto de vista ele deve querer. Entender para cumprir. Claro que se o individuo adquire essa força superior, esse conhecimento, ele também poderá utilizar de forma errônea, fascista para tentar destruir a humanidade. Mas se pensarmos desta forma poucos a terão e será cada vez mais constante o surgimento de Hilter, Mussolini, Stalin, Pinochet, G. W. Busch, Hugo Chaves, Bin Laden, Color, Antonio Carlos Magalhães, Fernando Beira Mar, entre outros.
O que a humanidade precisa entender é que só ela é responsável para que ocorra a evolução, que se ela não buscar, continuara escondida atrás da mediocridade, se escondendo atrás e através dos monitores televisivos, e, ao invés de assistir cultura, perderá seu tempo com novelas, programas de fofoca e aberrações. Então afirmo que ela é a maior criminosa e responsável pelo roubo declarado.
Quando ficamos indignados como a formação de uma sociedade psicopata, onde temos medo da policia, o jogador de futebol e o traficante são os ídolos atuais. E aceitamos que os dirigentes do governo roubem o dinheiro publico da educação, saúde sem se preocupar com o futuro da humanidade. E simplesmente resmungamos e não atuamos para combater. Então afirmo não temos o direito de querer e resmungar.
Compreendi porque estou fazendo teatro, confesso que quando comecei a querer ser atriz era pura vaidade. Mas hoje não quero, e não vou seguir as regras impostas e deixar os dirigentes do país descumpri-las. Entendi porque quero pegar minha espada da Joana d’Arc.
Não aceito essas regras desregradas, essa forma injusta e desumana e pretendo, junto com os pensadores em especial o diretor Marcelo Marcus Fonseca e sua Assistente de direção Zaíra B. Alves lutar por um futuro mais digno e combater a podridão.
Meus primeiros passos foram errados, quero seguir minhas vontades.
Sei que a liberdade tem sua primeira expressão dentro de uma explosão. E que ela pode até acarretar um instinto selvagem. Mas sem se libertar das amarras não é possível adquirir e se libertar. E nada melhor do que o teatro, e sua poesia espacial para nos guiar em nossos objetivos, e assim construímos a ponte para transpor-nos criação, arte e vida.
O teatro do Incêndio não me estimula um pensamento e sim me ensina a pensar.
Não é preciso traumas da vida para aprender e sim a própria consciência.
Compreendo todo o conflito que a liberdade me causa, pois quando nasci também chorei, gritei, achando injusta a transformação do casulo certo e seguro que o ventre de minha mãe me oferecia e me protegia. Mas fui obrigada a deixá-lo e assim Tb me sinto com a busca diária do caminho, só que agora quero gritar para sair do casulo escuro e trilhar o caminho da luz.

ARTE

Reflexões sobre o sentido da arte.
“O sentido da arte é liberar o inconsciente, perturbar o repouso do sentido” (A. Artaud)
Hoje muitos dizem ser contemporâneos, ou seja, qualquer um é contemporâneo. Estou em busca do Por Vir, o que rompe, o que rasga o contemporâneo. Vivenciar no sentido da experiência, ou seja, na pintura, na literatura, no teatro, no cinema, na filosofia, etc...
Estou em busca do “Além do Homem” (Nietzsche) e tento agir de forma que minhas atitudes reflitam em toda humanidade (Kant)
“Aos poetas, nem os homens, nem os deuses, nem as colunas das livrarias perdoam a mediocridade” (Aristóteles)
A crença “Metafísica” cega e limita a humanidade. A Arte Pura é o caminho.
Estou em guerra, no abismo na fronteira do saber, cada vez que me alimento de “Arte Pura”.
Tenho que lidar com o discurso “Arte” da podridão dessa sociedade individualista, capitalista e psicopata.
A arte me faz querer viver, ser, mas cada vez mais me deparo com a solidão, fobias e um grande vazio. Preciso caminhar pelas montanhas para alcançar o sublime de estar preenchida e compreender a humanidade.
O grito no meu peito não é mais a minha mediocridade e sim a paisagem ao meu redor.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Um desabafo
















Esta difícil, controlar o coração e a mente cada vez que vejo uma injustiça na arte.
Estamos caminhando um processo infinitamente rico, belo. Temos alma, talentos, arte, sabedoria, conhecimento, experiência, só não temos “prêmios” para contemplar essa nova empreitada do grupo. Só peço justiça, caros “julgadores” da verba. Venham ver nosso processo de ensaio e terão a confirmação que o que fazemos é alma, luz, vida e arte.