domingo, 26 de agosto de 2012

silêncio

Num contorno solitário dos lábios.

Melancolia profunda

Eterno sabor do retorno do lápis, em flocos de solidão.

Perturbador bater do vazio, em lágrima presa no baço.

Um tremor no centro da unha.

Veleja na corrente sanguínea
 

segunda-feira, 25 de junho de 2012

triste

Sorrir para não ser chata?

Ser socialmente tolerável?

Amar sem restrições, duvidas e medos?

terça-feira, 19 de junho de 2012

Quem eu sou?


Mulher Maravilha final do dia

 Depois de cuidar da casa, dar um fim no vazamento, trocar a lâmpada, trocar beijos e abraços com Mamy, tentar entender minha adolescente com febre, levar e buscar Pedro na escola e no inglês, e também estudar muito para minha prova entre outras tantas coisas...

Fomos a peça de teatro no Renaissance, texto Giovannna Quaglia e direção Geraldine Quaglia, parabéns meninas! Deixei Pedro em casa e segui em rumo a James Joyce... Estudar, estudar...

Mas a noite não acaba aqui e uma hora eu tinha que comer, como as crianças já havia jantado, resolvi comer uma pizza, ou melhor, a pizza mais cara do mundo na Vica Pota. Continue lendo e saberá porque:

Bom depois da bomba do Higienópolis, a noite é uma criança, e o bairro um verdadeiro horror,  Paramos o  carro para comer uma pizza e o que acontece, tentaram levar meu carro, não conseguiram, mas o estrago e meu saldo bancário vai reduzir bastante, pois eles arrancaram o painel, tiraram peças do motor, e o carro não pegou...

Quer saber agora será assustador: Mesmo assim eu sou Feliz, estou alegre, sou artista, falo minha poesia em cena , interpreto Antonin Artaud, não canso de procurar e inventar mais trabalho, e estudo a 3 meses intensamente minha  futura produção Molly Bloom, que tive o prazer de fazer no Finnegan’s pub com o convite da Marcelo Tápia da casa Guilherme de Almeida.  Enfim tenho Molly, tenho Poldy, tenho Bia, tenho Pedro.

Agora vou dormir afinal acordo às 6h e novamente vou pegar no sono só lá pelas três, mas no meu sonho hoje estarão: Dante, Shakespeare, Joyce, politica, mundo, esperança, Poldy, Molly, Antonin Artaud... Eu sou muito sortuda, eu tenho meus livros! Evoé.




segunda-feira, 18 de junho de 2012

"Sim"




 Que me faça ser uma flor da montanha.

 Que tire o cansaço do meu corpo, com um único olhar.

 Que em meus sonhos eu volte a gargalhar!

Que no delírio do amor eu navegue através das correntezas, e alcance o oceano.

Quero abrir meu coração, quero flutuar no palco e saltar nos teus braços.

Quero entender cada rima, cada gesto, cada frase, cada desejo.

Quero ser uma criança entre balões coloridos

Quero receber seu sêmen e beijar sua boca

Eu quero sim, eu quero muito sim.

Quero o doce dos teus lábios

 Quero correr entre os muros mouriscos do nosso esconde-esconde,

Quero um pega-pega misturado de ternura e loucura

Eu quero sim!

terça-feira, 29 de maio de 2012

suprimam o opio, o Teatro...


“Nos nascemos podres no corpo e na alma, somos congenitamente inadaptados, suprimam o ópio, os senhores não suprimirão a necessidade do crime, os tumores do corpo e da alma, a propensão para o desespero, o cretinismo nato, a sífilis hereditária, a friabilidade dos instintos, não impedirão que haja almas destinadas ao veneno seja ele qual for, veneno da morfina, veneno da leitura, veneno do isolamento, veneno do onanismo, veneno dos coitos repetidos, veneno da fraqueza enraizada na alma, veneno do álcool, veneno do tabaco, veneno da anti-sociabilidade. Há almas incuráveis e perdidas para o resto da sociedade. Suprima-lhes um meio de loucura e elas inventarão dez mil outros. Elas criarão meios mais sutis, mais furiosos, meios absolutamente desesperados. A própria natureza é anti-social na alma, é apenas por uma usurpação de poderes que o corpo social organizado reage contra o declínio natural da humanidade”  (Antonin Artaud)


segunda-feira, 7 de maio de 2012

viver


Hoje entendo o que o meu corpo esta falando:

Minha estrutura, minha coluna quebrou, assim como minha vida...

quarta-feira, 2 de maio de 2012

pensamento


Por que a solidão vem habitar meus pensamentos?
Hoje a melancolia tomou conta das vertebras
Dor ao respirar.
Hoje finalmente, consegui ler sua mensagem, sua poesia, sua futura publicação.
Minha respiração cavou um lugar tão escuro que não sei se vou retornar
Preciso continuar viva, Viva.
O que é estar viva, quem eu sou?
Assusto-me quando olho esse buraco, turvo e amargo.
Socorro, esse desafio de ser, estar, como preciso de um colo agora.
Amargo desejo de morte, sem vitória.
Pupila roxa, sangue na garganta.
Tenebroso momento da vida,  preciso voar em busca do outro lado, me entreguarei a montanha de Nietzsche para busca o além.
Equilíbrio se é que me resta.
Caminharei nos campos do fim.
 Acordarei dessa loucura Dionisíaca. Que me transtorna, agredi, ofendi, cospe e pune.
Apolo me acorde e me traga sopa, me traga luz, e peça para que Zeus me deixe ser mãe.
Me deixe ou no fogo de Hades em breve dormirei.