Ouve sempre nos escritos de um ermitão, algo também do eco
do ermo algo do tom sussurrado e da arisca circunspecção da solidão, em suas
palavras mais fortes mesmo em seu grito, soa ainda uma nova e mais perigosa
espécie de calar de silenciar Que, entra ano, sai ano, e de dia e de noite,
sentou-se a sós com sua alma em confidencial duelo e diálogo, quem em sua
caverna – pode ser um labirinto, mas também jazida de outro – se tornou urso de
cavernas ou cavador de tesouro ou vigia de tesouro ou dragão: seus próprios
conceitos acabam por conter uma cor própria de lusco-fusco, um odor de
profundeza como de mofo algo de incomunicável e renitente, que sopra frio em todo
aquele que passa, O ermitão não acredita que um filósofo – suposto que um
filósofo sempre foi primeiro um ermitão – tenha jamais expresso suas próprias e ultimas opiniões em livros
não se escrevem livros, precisamente, para resguardar o que se guarda em si ele
até duvidará se um filósofo pode, em geral, ter opiniões “ultimas e próprias se
nele, por trás de cada caverna, não jaz, não tem de jazer uma caverna ainda
mais profunda, um modo mais vasto, mais alheio, mais rico, além de uma superfície
um sem –fundo por trás de cada fundo, por trás de cada “fundamento”
Cada filosofia é uma filosofia de fachada – eis um juízo
ermitão “ Há algo de contrario se aqui ele não cavou mais fundo e pôs de lado a enxada – há também algo de
desconfiado nisso.
Cada filosofia esconde também uma filosofia, cada opinião é também
esconderijo cada alavra também uma máscara. (FriedrichNietzsche)
Filosofo Luso-fusco – essa noite quero conversar com vc
Sim meu amigo, filosofo, que com seus dialogo de duelo,
duela com si, que se põem em cheque, e no ato da causa como eu estou agora. Há filósofo
singular que mistura a imagem no conceito e na mascara da trágica humana, um
filosofo-poeta para todos e para ninguém?
Que nos traz o acento da solidão. Que tudo o que
não diz é o que revê-la. (Liz)
quarta-feira, 18 de abril de 2012
quarta-feira, 11 de abril de 2012
Filho amado!
Meu filho chorou hoje
Viu a profunda solidão
O desespero tomou conta alma
O zumbi penetrou o ventre
Os olhinhos brilham me pedindo um sorriso
Então ele me pergunta
Você esta triste porque não ganhou ovos de pascoa?
E sem querer a resposta me diz :
Eu vou comprar pra você...
Viu a profunda solidão
O desespero tomou conta alma
O zumbi penetrou o ventre
Os olhinhos brilham me pedindo um sorriso
Então ele me pergunta
Você esta triste porque não ganhou ovos de pascoa?
E sem querer a resposta me diz :
Eu vou comprar pra você...
Medo

Febre queima os pensamentos
A dor envolve o corpo na tentativa de expulsar o feto
Ânsia, solidão, o sol não voltará a brilhar.
A vagina esta seca
Talhado coração
A montanha ruída de tristeza
Parto fecal demoníaco
Hera comera a criança, cuspirá
Toda a essência feminina
Medo
Tu és a fúria do vulcão
A crueldade dos ventos
Luz negra adoeceu meu pulmão
Câncer da tristeza contaminou o coração
Deixo meu ultimo sorriso marcado pela dor
E me despeço do teu abraço
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
Angelica em sonho
O vulto em forma de fumaça preta passou pela fresta da porta e foi direto para baixo da cama dos pais onde ela morava quando criança.
Observa os moveis antigos e antiquados que de alguma forma a protegiam
correu para cozinha falou com a mamãe e de repente viu o vulto em forma de homem com capacete uma espece de super herói com uma estaca tentando mata-la.
Agora ela já estava em outro lugar uma especie de cidade fantasma sentada em um muro flutuante com um gato dentro de sua calça. Ela o acariciava
Voltou para a casa de infância onde cuidava de uma menina que era idêntica ela quando bebe, porém era filha de uma prima Adriana Brinch, estava tão apegada que não suportava a ideia de ter que devolve-la.
Sua cunhada tinha um único filho que avisa desaparecido, e que seu irmão em estado de choque não se mexia.
sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
VIOLETA FEBRIL
Esqueleto de tulipa cristal
Montanha de ar afogado nos braços
Shiva pede perdão ao tempo
Esmagado negro pensamento petróleo
Colosso da memória interrompido pelo medo
Mulher metal virginal
Homem sem terminar seu calor
Imagem do vidro das parábolas do amor
A brisa sopra quente nas orquídeas do meu sexo
Encruzilhada humana em alto-mar
Seu beijo me apavora e me redime
O mundo em gravatas de pólvoras
Me orientalizo nas catacumbas do desejo
O orvalho desalojará o sono
Quebrando as pedras e os cravos
Explodindo em sete cores musicais
Urrando pelo nome da medula doada
O peixe-passaro ama sua violeta febril
Na cólera da paixão televisiva
Domando o pântano horizonte
Expandindo a claridade dos amarelos
Nos grãos dos trigos do infinito
Deusa da caça dos meus sonhos
Deus do vinho acorda Ofelia
Grécia da minha Flórida
O ar puro da nudez
Derme do seu perfume
Armas de gelo ameaçam os céus
Ombros do meu castigo & selo do meu canto
Reflexo da ilha piscam para Zeus
Acontecimento do lirismo estático
Pólvora da minha emancipação
(Por Marcelo Marcus Fonseca e Liz Reis)
(Por Marcelo Marcus Fonseca e Liz Reis)
Véu labial
Véu Labial
Noite fria. Hoje ha gritos no coração.
Um tombo, um vírus contaminou a criança
Lágrimas vermelhas escorrem na espinha
Escuto a fada e acordo distante
Mergulho no limbo do calor ameaçador
Os ossos estão cravados no cérebro
O veneno revira o espirito
O cadáver caminha na Luz do Parque
Sombras enluaradas, congeladas
O inflamado infinito Pi
O xadrez da poesia em xeque mate
A concha canta a prega da areia
Respiro toda melodia da face
Redemoinhos de sol sangram
Tempestade leve de saliva lilas
Doce respiro do nada
Eclipse do véu labial
Seios quentes do deserto
Geotérmico profundo sabor
Mergulho arrebatado do sonho farpado
Fechadura incendeia a mandíbula do ventre
Cataratas desabrocham no sussurro do beijo
Olhos de champanhe nascem e renascem
Eletro-imã do pêssego embriagado
Cotovia dos pés da sua voz
O tempo mármore em relâmpagos
Eu
Noite fria. Hoje ha gritos no coração.
Um tombo, um vírus contaminou a criança
Lágrimas vermelhas escorrem na espinha
Escuto a fada e acordo distante
Mergulho no limbo do calor ameaçador
Os ossos estão cravados no cérebro
O veneno revira o espirito
O cadáver caminha na Luz do Parque
Sombras enluaradas, congeladas
O inflamado infinito Pi
O xadrez da poesia em xeque mate
A concha canta a prega da areia
Respiro toda melodia da face
Redemoinhos de sol sangram
Tempestade leve de saliva lilas
Doce respiro do nada
Eclipse do véu labial
Seios quentes do deserto
Geotérmico profundo sabor
Mergulho arrebatado do sonho farpado
Fechadura incendeia a mandíbula do ventre
Cataratas desabrocham no sussurro do beijo
Olhos de champanhe nascem e renascem
Eletro-imã do pêssego embriagado
Cotovia dos pés da sua voz
O tempo mármore em relâmpagos
Eu
sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
Reflexões da Patagônia
Geleira
o silencio branco das geleiras petrifica ainda mais minha alma, caminho sozinha e tento entender o sabor de existir. Os que me amam eu sempre de alguma forma vou ferir, com palavras doces e tristes.
O vulcão ainda ferve no meu ventre .
A patagônia ira derreter com tanta sabor
Ombros amados tentam se erguer e renascer na poeira assassinada pelo sol lilas
Há gritos no centro do meu pensamento
Soltos, envoltos em tormentas amargas
Ombros amados tentam se erguer e renascer na poeira assassinada pelo sol lilas
Há gritos no centro do meu pensamento
Soltos, envoltos em tormentas amargas
Glaciares
Através do véu da virgem nas costelas craqueladas resistente como andiperla
Exterminada como um tehuelche afogo Ofelia e Verônica
Locomotiva queimando a camisa e suspirando com orvalho transparente gozo azul
Morte expandindo a 10 cm por dia
Desabar e nascer
Espetáculo escandaloso do nada
O ridículo melodrama real de um marido paralítico
Engendrada pelo teu olhar cruzo a fronteira
Deslizo para dentro do pêssego sabor das vísceras
Rompo a película do granito ereto
Ruído dos grampones gravados no silêncio branco
Pimenta que dissolve os lábios molhados
Suforosa canção rosa
Lava rupestre arrepia a sátira picareta
A lenta líquida acumulação irrompe, explode, envagina-me
Exterminada como um tehuelche afogo Ofelia e Verônica
Locomotiva queimando a camisa e suspirando com orvalho transparente gozo azul
Morte expandindo a 10 cm por dia
Desabar e nascer
Espetáculo escandaloso do nada
O ridículo melodrama real de um marido paralítico
Engendrada pelo teu olhar cruzo a fronteira
Deslizo para dentro do pêssego sabor das vísceras
Rompo a película do granito ereto
Ruído dos grampones gravados no silêncio branco
Pimenta que dissolve os lábios molhados
Suforosa canção rosa
Lava rupestre arrepia a sátira picareta
A lenta líquida acumulação irrompe, explode, envagina-me
Cordilheiras azuis
Obscuro caminho rochoso
Pupila palpita nas cerdas
Trigo verde monumental
Espero o dia do reverdecer
Sentido
Bétulas do meu pensamento
Razão do entardecer
Cordilheiras azuis afogam
a mancha vermelha do meu olhar
Lágrimas solidas voam no borbulhar do mel
Atlântico intrépido
A fenda da Rocha derrete o Atlântico colorindo meus desejos.
Abrindo meu coração em flocos de neve,transportando-me ao labirinto do seu umbigo.
Estilhaços de unhas enraivecidos no meus estomago.
Meu olhar intrépido para o joelho das montanhas
A areia rala e expulsa o céu embriagado
A sombra do útero enterra a pedra, desliza o mar
Busco o grito do sol
O sussurrar das nuvens
A natureza dança, o leão marinho sorri, os ventos cantam
O olhar se perdeu através dos pântanos da solidão.
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