"Schiller despreza a história para pintar um quadro em que a morte da heroína, antes de um castigo, torna-se uma redentora graça", afirma o crítico da Folha Luiz Fernando Ramos no texto "Montagem ousada de Schiller enfrenta problemas ao mirar no romantismo"(Ilustrada, 23/6), sobre "Joana d'Arc -A Virgem de Orleans".
segunda-feira, 4 de julho de 2011
Réplica: Peça "Joana d'Arc" reafirma o Bom, o Belo e o Verdadeiro
"Schiller despreza a história para pintar um quadro em que a morte da heroína, antes de um castigo, torna-se uma redentora graça", afirma o crítico da Folha Luiz Fernando Ramos no texto "Montagem ousada de Schiller enfrenta problemas ao mirar no romantismo"(Ilustrada, 23/6), sobre "Joana d'Arc -A Virgem de Orleans".
"Surrealismo, Rebelião, Expressão e Criação"
Museu da Língua Portuguesa promove oficina
sobre Surrealismo com a Cia. Teatro do Incêndio
“Surrealismo: Rebelião, Expressão e Criação”
é o título da oficina que será ministrada por Cláudio Willer
O Museu da Língua Portuguesa, instituição da Secretaria de Estado da Cultura, em parceria com a Cia. Teatro do Incêndio, promove de 10 de agosto a 26 de outubro a oficina“Surrealismo: Rebelião, Expressão e Criação”, ministrada por Cláudio Willer às quartas-feiras, das 14h às 17h.
Os encontros com o tradutor, poeta e ensaísta fazem parte da programação do projeto“São Paulo: Cidade Surrealista”, contemplado pelo Fomento ao Teatro e abre a primeira atividade pública de sua pesquisa para 40 interessados em acompanhar o início de seu processo.
A finalidade de “Surrealismo: Rebelião, Expressão e Criação” é estimular a capacidade de criação e leitura dos participantes, além de ampliar a sensibilidade e o conhecimento.
O curso terá 12 aulas, com a frequência de uma por semana e três horas de duração cada. Serão desenvolvidos três tipos de atividade: aulas expositivas; seminários, expondo pesquisas e leituras; práticas de criação, além de leituras recomendadas.
Claudio Jorge Willer
Doutor em Letras pela USP (DLCV-FFLCH, Estudos Comparados de Literaturas de Língua Portuguesa), com "Um Obscuro Encanto: Gnose, Gnosticismo e a Poesia Moderna", em março de 2008. Pós-doutorando com o tema "Religiões Estranhas", Esoterismo e Poesia na USP (DTLLC-FFLCH) a partir de novembro de 2008. Poeta, ensaísta e tradutor, com vários títulos publicados.
Atuação: na área de Letras e como escritor, ministrando cursos, conferências e oficinas literárias, com ênfase em Literatura Comparada, criação literária e estímulo à leitura, tratando dos seguintes temas: surrealismo, geração beat, poesia contemporânea, hermetismo, misticismo, gnose e gnosticismo. Bacharel em Psicologia pela USP (1966) e em Ciências Sociais e Políticas pela Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (1963). Currículo resumido e outras informações no blog http://claudiowiller.wordpress.com/
A Cia. Teatro do Incêndio
O grupo, formado em 2000, atua sempre buscando estabelecer um padrão de dramaturgia que, ao mesmo tempo, fuja das propostas simplesmente comerciais que visam ao lucro e sucesso, mas também possibilite o acesso e o entendimento desse padrão para qualquer tipo de público.
Sua primeira montagem foi “Os Cenci” de Antonin Artaud, rebatizado de “Beatriz Cenci”, realizada no ano de sua fundação na Funarte. A partir de “Beatriz Cenci” seguiram-se os espetáculos “Anjos de Guarda”, de Zeno Wilde, “Odile”, de Marcelo Marcus Fonseca, “A Boa Alma de Setsuan”, Bertolt Brecht,“Todos os Homens Notáveis” de Marcelo Marcus Fonseca, “La Ronde” de Arthur Schnitzler, “Na Selva das Cidades”, de Bertolt Brecht e “Joana d’Arc – A Virgem de Orleans”, de Friedricht Von Schiller. Informações adicionais:www.teatrodoincendio.com.br
Serviço
“Surrealismo: Rebelião, Expressão e Criação”
Oficina com Cláudio Willer
De 10 de agosto a 26 de outubro, das 14h as 17h
Vagas: 40
Forma de Seleção: Carta de Interesse
Museu da Língua Portuguesa
Praça da Luz, s/nº, Centro
Tel.: (11) 3326-0775
Entrada franca para as atividades
www.museudalinguaportuguesa.org.br
Visita ao Museu
Ingresso: R$ 6,00 (pagamento somente em dinheiro).
Estudantes com carteira de estudante do ano e documento de identidade pagam meia-entrada. Crianças com até 10 anos e idosos a partir de 60 anos não pagam ingresso, bem como professores da rede pública.
Poiesis – Organização Social de Cultura
Assessoria de Comunicação
Dirceu Rodrigues: 3331-4976
Fernanda Galib: 3227-0341
Assessoria de Imprensa - Secretaria de Estado da Cultura
Ciro Bonilha: (11) 2627-8166
Karine Serezuella: (11) 2627-8243
terça-feira, 7 de junho de 2011
terça-feira, 31 de maio de 2011
terça-feira, 3 de maio de 2011
Estreia Joana d'Arc









“Joana d’Arc” - a Virgem de Orleans
Cia. Teatro do Incêndio estreia “Joana d’Arc”, texto inédito de Schiller em
língua portuguesa, sobre a crença, a guerra e a igualdade, no Bibi Ferreira.
A Cia. Teatro do Incêndio apresenta, a partir de 18 de maio (quarta-feira, às 21 horas) a história de “Joana d’Arc”, a guerreira herética tornada santa e mito, que há séculos atrai e fascina multidões. O texto do alemão Friedrich Von Schiller, de 1801, foi traduzido por Mario Vitor Santos especialmente para esta encenação, cuja direção leva a assinatura de Marcelo Marcus Fonseca.
A peça traz uma visão particular da trajetória da heroína francesa, cognominada de a “Virgem deOrleans”, que foi acusada, julgada e queimada viva por heresia: na obra de Schiller, ela é perdoada em vida e tem uma morte gloriosa no campo de batalha. A obra é um dos maiores sucessos de Schiller como dramaturgo, projetando o autor definitivamente como um dos maiores expoentes do Romantismo alemão. Nela, o autor recria poeticamente a história para fazer uma reflexão sobre guerra, paz, a fé e o amor. Ao concluir a obra, Schiller a enviou a Goethe e este lhe escreveu: “Devolvo-lhe a obra com meu agradecimento; é tão bela e tão boa, que não tenho com que compará-la.”
A montagem do grupo para a saga romântica da camponesa semiletrada que libertou a França reúne 20 atores em cena e uma trupe de renomados profissionais do teatro brasileiro. A atriz Liz Reis interpreta a protagonista transitando entre a pureza, a dúvida amorosa e a vingança, os traços da humanidade da Joana D’Arc de Schiller. “Não se trata de representar, mas de aceitar Joana em mim”, diz a atriz, que dirige a companhia ao lado do encenador.
Schiller faz uso do mito de Joana d’Arc para discutir ética, igualdade, intolerância e para subverter as ideias sobre o feminino. O autor se apoia na filosofia de Kant, cujo pensamento é a reafirmação “do bom, do belo e do verdadeiro”, na arte e no homem. Nesta montagem, a narrativa assume múltiplos significados. Assim, dialeticamente é construída uma crítica ao cinismo, à mentira e à destruição do homem pelo homem, que ecoa até os tempos atuais. “A peça discute a crença, não a fé, mas o acreditar nas coisas, que elas podem dar certo, algo tão banalizado nos dias de hoje”, completa o diretor Marcelo Marcus Fonseca.
O diálogo, ao longo de cenas rápidas, é preciso e tem o sentido de crítica aos valores sociais e morais, à desigualdade, transcendendo os limites do Romantismo vigente à época do autor.
Na versão do Teatro do Incêndio para a peça, o simbólico e o visual se fundem ao tom trágico do autor. O intuito é emocionar o espectador, pela palavra e pelo prazer da apreciação do épico de Joana d’Arc, numa montagem que apresenta ainda momentos de humor dentro da trama épica. Na fala dos atores, o “vós” e o “tu”, tão comum nas traduções dos textos clássicos, foram substituídos pelo “você” (tratamento coloquial também presente no texto de Schiller), aproximando a fala do espectador de hoje, sem empobrecer a linguagem, sem que isso enfraqueça o estilo romântico nem negue as características medievais.
O grande elenco multiplica-se nos diversos personagens, na execução de instrumentos musicais e no coro para, como diz o diretor, alcançar os objetivos da montagem: “Manter o espectador constantemente surpreso, renovando sua relação com a cena a cada fato novo apresentado no espetáculo”.
Sinopse: A peça retrata a vida de Joana d´Arc, dos rituais de infância diante da Arvore das Fadas à libertação da França e sua morte simbólica em campo de batalha.
Ficha técnica
Texto: Friedrich Von Schiller
Direção geral: Marcelo Marcus Fonseca
Iluminação: Davi de Brito e Vânia Jaconis
Figurinos: Liz Reis e André Latorre
Trilha sonora: Marcelo Marcus Fonseca e Thiago Molfi
Preparação corporal: Liz Reis
Adereços: André Latorre e Beto Silveira
Maquiagem: Robson Monteiro
Fotos: Lenise Pinheiro
Assessoria de luta: Tarcísio Lakatos e Sérgio Uberti
Tradução: Mario Vitor Santos
Direção de produção: Liz Reis
Produção executiva: Cia. Teatro do Incêndio
Publicitário: Giuliano Henrique de Carvalho
Elenco
Liz Reis, André Latorre, Wanderley Martins, Luis de Tolledo, Marcelo Marcus Fonseca, ThiagoMolfi, Urias Garcia, David Guimarães, Cláudio José, Sonia Molfi, João Sant’Ana, Caio Blanco, Giulia Lancellotti, Robson Monteiro, Marcus Fernandes, Talita Righini, Paulo Solar, Louis Caetano, Vander Lins e Eraldo Junior.
Serviço
Espetáculo: “Joana d’Arc”
Estréia: 18 de maio – quarta-feira – às 21 horas
Local: Teatro Bibi Ferreira
Av. Brigadeiro Luiz Antonio, 931 – Tel: 3105-3129
Temporada: quartas e quintas - às 21 horas – Até 4 de agosto
Ingressos: R$ 50,00 – Gênero: drama – Duração 150 min - Lotação: 312 lugares
Classificação etária: 12 anos - Bilheteria: 3ª e 4ª (15h – 19h), 5ª (15h – 21h), 6ª (16h – 00h), Sab. (14h - 00h) e dom. (14h às 20h). Ingressos antecipado: www.ingresso.com (3105-3129)
Estacionamento: conveniado (R$ 10,00) - Acesso universal – Ar condicionado
Site/teatro: www.teatrobibiferreira.com.br - Site/grupo: www.teatrodoincendio.com.br
Assessoria de imprensa: VERBENA COMUNICAÇÃO
Tel: (11) 3079-4915 / 9373-0181- verbena@verbena.com.br
quarta-feira, 2 de março de 2011
O Terceiro Sinal

A temporada em São Paulo infelizmente eu não consegui assistir, ai lendo o jornal vi a programação do SESC Santo André e me lembrei das palavras de Mario Vitor Santos, “você tem que ver a peça e atuação de Bete Coelho”. Então coloquei os pimpolhos no carro e segui rumo à casa do meu irmão que mora em São Bernardo e deixei as crianças lá e fui ao teatro.
O texto de Otavio Frias Filho é um texto de um não ator vivendo o interno de um “ator artista” na sua mais pura essência. Ele através de suas angustia para entra em cena na montagem, “Boca de Ouro”, de Nelson Rodrigues, no teatro oficina com direção do mestre Zé Celso, nos relata através de seu texto a alma e os verdadeiros motivos que levam um artista entrar em cena.
A peça começa. Bete Coelho inteira e sozinha no palco. O publico é bem burguês. Escuto gente falando sem respeito nenhum: “ela já fez globo, mas eu não me lembro dela”, “parece um homem”, bom o publico é tão desinformado, que não sabe nem o que vai assistir. Sim, ela parece um homem, o Otavio Frias, personagem que ela faz na peça.
Bete Coelho é de um talento tão grande que me impressiona a cada verbo, substantivo, verdade, pausa, olhar.
Não consigo pensar o que aquele texto significou para o publico leigo, ouvindo “Stanislavisk”, “as imitações gestuais de Zé Celso”, só sei dizer que peguei aquele barco e naveguei com tanto prazer que me fez pensar o quão belo é ser um ator. Esse prazer dos palcos e suas angustias, essas vivencia de nos doarmos aos nossos personagens, não existe nada no mundo que me complete mais.
Merda Bete Coelho, parabéns Otavio Frias, foi um prazer estar ali.
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
Meu choro mudo, que se transforma em Luta!
Sabe o que é você se dedicar um ano de sua vida a um projeto? Para muitos pode parecer um tormento se tratando de teatro e de tempos que as peças virão Fast Food, porém para o teatro do Incêndio, essa é a nossa regra. O prazer esta no aprender e descobrir, transgredir e não no aplauso. O apoio financeiro até agora foi simbólico para a grandiosidade e necessidade do projeto, porém não será isso que nos fará desistir. Isso nunca, nunca irá acontecer ao invés disso, você verá o Teatro do Incêndio, seja na praça, seja lá onde for concretizando sua obra. Fazer teatro, experimentar é um grande privilegio do artista, este não tem porque reclamar. Ser artista no Brasil não é fácil, hoje eu fraquejei, chorei, senti um nó tão grande na minha garganta que achei que não iria suportar tamanha dor que se instalou ali, mas 20 minutos depois, respirei fundo é pensei não é hora para isso senhora Liz você venceu até aqui, ao lado de 22 guerreiros, que não se perderam como alguns que por problemas pessoais desistiram. Não, somos fortes, guerreiros, companheiros e nos apoiamos. Ouvir que o Solar e o David vão construir a carroça, Thiago que pegou a baqueta e assumiu a liderança em um momento tão delicado que foi essa semana para nós, André vai me ajudar no figurino, Sônia faria qualquer coisa pelo Teatro do Incêndio, Luiz Amorim dizer estou aqui porque o trabalho de vocês tem uma energia que não existe mais, e isso é Maravilhoso. Ver o Marcelo se desdobrando para dirigir com todas as dificuldades, e sempre acreditando e indo em frente e todos os outros que não citei aqui, mas que merecem meu respeito pela sua dedicação.
Meu choro mudo se transformar em luta, por um teatro justo e para todos!

